quinta-feira, 17 de junho de 2010
Mouseless: Estudante do MIT cria sistema que dispensa o mouse
http://www.pranavmistry.com/projects/mouseless/
Fonte: http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/06/17/mouseless-estudante-do-mit-cria-sistema-que-dispensa-mouse-916907307.asp
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Cérebro insensível é mais vulnerável à corrupção, dizem pesquisadores
DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE SAÚDE, DE GRAMADO
Uma pessoa que não tem medo diante de ameaças e que não sente indignação está mais vulnerável ao comportamento corrupto.
A hipótese, baseada na análise de imagens do cérebro captadas por meio de ressonâncias magnéticas funcionais e em exames que detectam as descargas de adrenalina do sistema nervoso, foi apresentada hoje no congresso Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado, pelo neurologista André Palmini, da PUC do Rio Grande do Sul.
Palmini explicou que há um senso de justiça presente no cérebro de quase todas as pessoas. Quando presenciamos a justiça sendo feita, sentimos uma identificação com isso, uma empatia. Se vemos uma injustiça, sentimos nojo. "Quando sentimos nojo, ativamos a ínsula, região do cérebro essencial para o comportamento moral", disse o médico. Daí vem a sensação de indignação que normalmente surge diante da corrupção. Mas, como cada cérebro é diferente, há quem tenha reações diferentes.
De acordo com as pesquisas citadas pelo médico, é possível observar as conexões entre as regiões morais do cérebro: o cíngulo anterior e a ínsula. Assim como cada região do cérebro tem funções específicas, essas conexões também desempenham seus próprios papéis.
Nesses estudos, foram aplicadas escalas para medir o nível de empatia das pessoas em relação à sociedade. Quanto menor a conexão entre essas duas regiões emocionais e morais do cérebro, menor a capacidade que o indivíduo tem de funcionar socialmente. Em pessoas com conexões mais fortes, havia maior capacidade de indignação e entendimento da moral.
"O status dessas redes neurais influenciam a maneira como valorizamos os estímulos do ambiente. Isso varia muito entre as pessoas e é a base de como sentimos o mundo e como tomamos decisões", disse Palmini.
Em outro estudo, que media a reação de adrenalina em pessoas submetidas a situações de estresse, por meio da condutividade elétrica da pele, algumas não reagiam às ameaças. De acordo com o neurologista, isso indica que elas eram insensíveis. "Essa condição leva à tomada de decisão inadequada, porque a pessoa fica vulnerável a correr riscos desnecessários."
Crianças que apresentaram essa falta de reação aos três anos não respondiam a punições verbais. Aos oito, elas já tinham comportamentos agressivos. Elas não eram sensíveis ao meio, não mobilizavam seu "cérebro emocional".
"Quem não se condicionava, não tinha medo, tinha mais risco de cometer crimes mais tarde, aos 20 anos", afirmou Palmini.
Um cérebro que amadurece nessas condições fica mais predisposto a ter uma personalidade psicopata, segundo o médico. A ausência do medo da punição facilita o comportamento corrupto, aliada aos fatores ambientais, como a oportunidade de cometer delitos.
CORRUPTOS LESADOS
O pesquisador Antoine Bechara, da Universidade de Iowa, também apresentou sua explicação para esses comportamentos desviantes.
A ausência de moral do corrupto, segundo Bechara, é similar àquela apresentada pelos psicopatas, que não se preocupam com o outro. "Em pessoas normais, os valores morais e os riscos são ligados. Não há por que violar as regras", disse o neurologista.
O pesquisador afirma que há duas explicações para o cérebro corrupto. Ou há uma lesão cerebral, por motivos genéticos ou traumas sofridos na infância, ou a pessoa não tem lesão alguma, mas cresceu em um ambiente onde a corrupção não é punida.
O primeiro grupo não tem como aprender a diferenciar certo e errado, mesmo que sofra punições. Já o segundo pode conseguir se ajustar, se houver mudanças no ambiente.
De acordo com Bechara, pessoas com anormalidades no córtex pré-frontal repetem os erros, ainda que tenham uma alta capacidade intelectual. "Elas podem até ser mais bem sucedidas do que as pessoas normais, dependendo do meio em que atuam", disse o neurologista.
Ele explica suas conclusões por meio de um teste de jogo chamado Iowa Gambling Test. Nesse exame, são exibidas quatro possibilidades de aposta para o voluntário. Um par dá mais ganhos imediatos, mas leva a perdas maiores a longo prazo. O outro dá menos benefícios imediatos, mas resulta em um ganho grande no final.
Pessoas sem lesões cerebrais, em geral, sabem escolher a opção mais vantajosa a longo prazo. Quando há a lesão no córtex frontal, a pessoa erra mesmo quando já sabe qual é a melhor escolha. "Ainda que elas tenham uma reação negativa em relação à perda, não temem essa punição na hora de tomar a decisão", explicou Bechara.
Além de serem destemidas, essas pessoas não julgam moralmente os outros. Em testes que apresentam aos voluntários uma história de tentativa de homicídio que não dá certo, os normais acham isso um crime. As pessoas com lesão se mostram mais permissivas.
O curioso, segundo o neurologista, é que há pessoas normais que se comportam como se tivessem a lesão cerebral. Talvez, disse ele, elas tenham algum problema cerebral indetectável em exames. "Essas pessoas também são vulneráveis a comportamentos antissociais como a corrupção."
Ao final, Bechara lembrou que os psicopatas não são só os assassinos. "Eles estão na sociedade. Podem ser empresários, políticos, pessoas que não cometem crimes violentos, mas que exploram os outros, são imorais, usam cargos públicos para enriquecer e prejudicar os outros. Está na hora de revisitar as causas cerebrais para estudar o comportamento corrupto."
Fonte: Folha Online
TV Record exibiu programa sobre águas minerais.
Se não abrir, veja-a diretamente no YouTube, clicando no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=5F7x1hszXjY
terça-feira, 1 de junho de 2010
OS VALORES MORAIS | O Homem medíocre, de José Ingenieros
I. a moral de tartufo. — II. O homem honesto. — III. os transfugas da honestidade. — IV. função social da virtude. — V. a pequena virtude e o talento moral. — VI. o gênio moral: a santidade.
I — A moral de Tartufo
A hipocrisia é a arte de amordaçar a dignidade; ela faz emudecer os escrúpulos nos espíritos incapazes de resistir à tentação do mal. É falta de virtude para renunciar a éste, e de coragem para assumir a sua responsabilidade. É o guano que fecunda os temperamentos vulgares, permitindo-lhes prosperar na mentira: como essas árvores cuja ramagem é mais frondosa, quando crescem nas imediações dos lodaçais.
Gela, por onde ela passa, todo nobre germe de ideal: é o evento rijo e frio que destrói o entusiasmo. Os homens rebaixados pela hipocrisia vivem sem sonho, ocultando suas intenções, disfarçando seus sentimentos, dando saltos como uma fera; têm a íntima certeza, embora inconfessada, de que seus atos são indignos, vergonhosos, nocivos, arrufinados, irremissíveis. Por isso, sua moral é dissolvente: envolve sempre uma simulação.
Os hipócritas não são impelidos por fé alguma; não suspeitam o valor das crenças retilíneas. Esquivam a responsabilidade das suas ações, são audazes, na traição, e, tímidos, na lealdade. Conspiram, e agridem na sombra, espeçonhentas, e difamam com aveludada suavidade. Nunca ostentam um galardão inconfundível: cerram todas as frinchas do seu espírito, pelas quais poderia escapar-se, ou revelar-se, a sua personalidade nua, sem roupagem social da mentira.
É seu anelo simular as aptidões e qualidades que consideram vantajosas, para acentuar a sombra que projetam no seu cenário. Assim como os engenhos exíguos macaqueiam o talento intelectual, sobrecarregan-do-se de requintados artifícios, subterfúgios e defesas, os indivíduos de moralidade indecisa parodiam o talento moral, ouropelando de virtude a sua insípida honestidade. Ignoram o veredicto do próprio tribunal interior; aspiram o salvo-conduto outorgado pelos cúmplices dos seus prejuízos convencionais. Continue lendo (clique)
Fonte: Consciencia.org.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
TV GOOGLE

Nasce a revolucionária Google TV
por Oscar Burd*
21/05/2010
Não faltaram cutucadas à Apple. "É muito bom trabalhar com a Adobe", disse VP do Google
Agora é oficial: o Google lançou sua televisão. A proposta é uma aparelho que leve a web à TV - e a TV à web. O aparelho será fabricado pela Sony, em parceria com Intel e Logitech, e chegará ao mercado americano no segundo semestre.
A principal diferença da Google TV em relação às outras televisões que acessam a internet é a plataforma e o mecanismo de buscas. "O guia funciona muito bem, mas é inflexível. A Google TV tornará a navegação mais parecida com a web", disse Rishi Chandra, gerente sênior de produtos do Google. "Será tão simples acessar um site na internet quanto um canal na televisão".
É possível procurar por programas tanto na programação normal da televisão quanto na web. Por meio de uma barra de ferramentas será possível procurar e se agendar para assistir qualquer coisa.
No canto inferior direito, a televisão: é possível navegar na web enquanto assiste um programa
O mecanismo de buscas funciona por uma barra de navegação. Ao procurar por um programa, a Google TV entrega resultados dos canais convencionais e também da web - desde programas online, em streaming, a DVDs a venda na Amazon.com.
A televisão é formada por três pilares: plataforma Android, navegação pelo Chrome e Flash para os vídeos. Foram justamente eles que tiveram suas últimas versões lançadas no Google I/O - e a Google TV é, de certa forma, o ponto de encontro entre eles.
O Google I/O foi palco do lançamento da versão 2.2 do Android, batizada de "Froyo". O Froyo tem várias funcionalidades novas - mas a principal delas é que ele é muito, muito rápido. A versão 2.2 usa o Javascript com motor V8, que torna qualquer imagem em movimento muito mais rápida - na apresentação, o vice-presidente de engenharia do Google, Vic Gundoltra, comparou o funcionamento do Froyo com o iPad. E, de fato, é muito mais rápido.
Não faltaram cutucadas à Apple. "É muito bom trabalhar com a Adobe", disse ele. A nova versão do Android terá suporte ao Flash 10.1, a versão mais recente que é também considerada fundamental para a Google TV.
A televisão, aliás, será totalmente integrada ao celular - será possível, por exemplo, buscar por um programa através da voz usando um Android como controle remoto. Não faltaram aplausos.
Além disso, a televisão será integrada ao Android Market - o Google busca atrair desenvolvedores a criarem aplicativos para a nova plataforma. Eric Schmidt, presidente do Google, encerrou o keynote com um pedido aos milhares de desenvolvedores que o assistiam: "precisamos das suas ideias e tempo precioso pra criar aplicativos em nossas plataformas".
A Google TV começará a ser vendida no segundo semestre. A Sony produzirá os televisores e Blu-ray players; a Logitech, setup-boxes; e a Intel, os chips Atom que rodarão tudo isso.
( Com dados de Link em estadao.com.br )
Vacina contra H1N1 pode gerar falso positivo em teste de HIV
21 de maio de 2010 •
O Departamento de Doenças Sexualmente Transmitíveis, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde liberou uma nota técnica sobre a possibilidade de resultados falso-positivos em testes imunoenzimáticos para HIV entre pessoas que receberam a vacina contra o vírus da gripe suína.
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Conforme o departamento, devido à forma acelerada de produção industrial da vacina contra o vírus H1N1, não há no momento dados disponíveis sobre todos os efeitos colaterais, porém foi observado que pessoas que tomaram a vacina, ao fazer o teste de HIV-1 apresentaram falsos positivo, ou seja, os resultados indicaram que o vírus da aids está presente, quando, na verdade, não está.
De acordo com o Ministério da Saúde, isso ocorre porque, ao tomar a vacina, o corpo começa a produzir anticorpos Imunoglobina M (IgM), primeira defesa do organismo contra infecções. Nesse processo, a presença de anticorpos dirigidos a outros agentes infecciosos que podem ser similares ao HIV, produziriam resultados falso positivo nos exames.
Segundo a orientação do departamento de DSTs, em caso de teste positivo, é recomendada a realização de uma verificação o resultado. O segundo exame não deve ser reagente em caso de reação cruzada com anticorpos produzidos em resposta à vacina contra o vírus da gripe suína. Ainda assim, o resultado negativo nestes testes não descarta a infecção pelo HIV, já que o paciente pode estar no estado de soro conversão, ou outra enfermidade que interfira nos resultados.
O Ministério da Saúde recomendou que os profissionais responsáveis pelo diagnóstico do HIV-1 devem informar aos pacientes que receberam a vacina da gripe suína sobre a possibilidade de resultado falso positivo nos testes. Caso necessário, também devem convocar os pacientes para a realização de nova coleta após 30 dias, até que o diagnóstico seja definitivo.
Fonte: Notícias Terra.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Pires na mão!...(vetado por um dos candidatos)
Clique no play (>) para assistir. Dependendo da conexão, pode demorar para carregar.
ou vá ao Blog do Noblat: http://www.youtube.com/user/RicardoNoblat
sexta-feira, 14 de maio de 2010
MEIO AMBIENTE
Panorama Global da Biodiversidade destaca risco de colapso ambiental
Após quatro anos de estudos, a Convenção Sobre Diversidade Biológica (CDB) lançou, durante a reunião do Órgão Subsidiário de Aconselhamento Científico, Técnico e Tecnológico (SBSTTA, em inglês), o relatório Panorama Global da Biodiversidade 3 (GBO-3). Os dados apontam para um cenário não muito animador: o mundo não conseguiu cumprir a meta de reduzir significativamente a perda de biodiversidade.
O relatório GBO-3 será debatido pelos líderes mundiais e chefes de Estado em um evento da Assembleia Geral da Onu, no qual ocorrerão discussões especializadas sobre biodiversidade e a sua contribuição para atinigir os Objetivos do Milênio, que acontecerá em 22 de setembro na sede da Onu, em Nova York. Suas conclusões também serão fundamentais para o debate e negociações que ocorrerão durante a reunião da Conferência das Partes da Convenção Sobre Diversidade Biológica, a ser realizada em Nagoya (Japão), em outubro.
De acordo com o relatório, as pressões sobre a diversidade biológica continuam aumentando. Por isso, os sistemas naturais estão em risco de sofrer rápida degradação ou até mesmo um colapso. Caso medidas urgentes e radicais não sejam adotadas, a capacidade dos ecossistemas proverem serviços ambientais será catastroficamente reduzida.
Os sistemas naturais são indispensáveis para a economia e os meios de vida em todo o planeta. No atual contexto de crise climática, ganham ainda mais importância por seu papel protagonista na mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O colapso dos ecossistemas pode significar uma crise sem precedentes no modo de vida atual.
Em termos econômicos, o estudo aponta que as perdas anuais em consequência do desmatamento e degradação florestal podem chegar de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões, o que poderia ser evitado com um investimento anual de US$ 45 bilhões.
“O relatório mostra que, infelizmente, a conservação dos ecossistemas e das espécies, o uso sustentável dos recursos naturais e a repartição dos benefícios da biodiversidade ainda não fazem parte dos principais critérios considerados por tomadores de decisão, sejam governos ou empresas”, afirma o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti.
O líder dos estudos que resultaram no GBO-3, Tom Lovejoy, destacou, entre outros aspectos, a redução do desmatamento e a criação de áreas protegidas na Amazônia como um ponto positivo dos esforços pela conservação da biodiversidade realizados nos últimos 10 anos.
O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente brasileiro em parceria com o Funbio, o KfW, o Banco Mundial, a GTZ e o WWF-Brasil, foi um dos poucos programas destacados no relatório como exemplos de iniciativas bem sucedidas.
No entanto, apesar dos grandes esforços empreendidos pelo Brasil e outros países amazônicos pela conservação do bioma, a Amazônia ainda corre risco de degradação grave em decorrência das oscilações climáticas dos últimos anos, combinadas com o desmatamento e as queimadas.
A solução apresentada para evitar que a Amazônia ultrapasse o limiar da degradação irrefreável é limitar o desmatamento a no máximo 20% ou 30% de sua área original e manter o aumento da temperatura do planeta no limite de 2ºC. Para tanto, a sugestão do relatório é empreender ações eficazes e coordenadas para reduzir a pressão sobre a biodiversidade, entre elas, a redução da poluição de fontes terrestres, como o lixo, a proibição da pesca destrutiva, e ainda acabar com subsídios a atividades degradantes.
Além da Amazônia, o cerrado é outro bioma ameaçado no país que aparece no relatório. Segundo dados da publicação, plantações e pastos substituíram quase metade do cerrado, que tem uma variedade excepcionalmente rica de espécies de plantas e animais endêmicos. Entre 2002 e 2008, a perda do cerrado foi estimada em mais de 14 mil quilômetros quadrados por ano, o que equivale a 0,7% da sua extensão original anualmente. Os ecossistemas aquáticos também encontram-se bastante ameaçados, principalmente pelo risco de fragmentação associado à construção de usinas hidroelétricas.
“Quando olhamos para esse cenário futuro, sentimos que precisamos agir. A restauração dos ecossistemas é um dos mecanismos viáveis para resolver o problema, aliada à justa distribuição dos benefícios da biodiversidade, a melhores práticas dos mercados sobre o uso de recursos naturais e redução dos subsídios perversos, ou seja, aqueles que incentivam atividades predatórias”, explica Maretti.
Fonte: Folhablu






