Esta é uma página auxiliar dos blogs:cambuquira.blogspot.com e outros do mesmo autor. A intenção é postar aqui algumas notícias importantes na íntegra para consulta geral
vocês todos me ajudaram muito na procura de rastos da minha infância. Eu achei tanta coisa e por isso sou-lhes muito grata – também descobri novamente o “meu Brasil”. Viajei virtualmente no ziguezague por Minas Gerais e consegui ver muito. Cheguei à conhecer a paisagem linda e as cidades encantadoras. Descobri tudo de novo com olhos de uma adulta. Alguns de vocês me ajudaram, contando-me algo em relação à vários lugares. Ao mesmo tempo perguntaram-me:
“_Renate, você não poderia contar-nos alguma coisa sobre a localidade onde você vive?” – Claro que realizo este pedido com prazer. Então dê uma olhadela em uma cidade alemã vocês já viram aqui. Vocês a acham no YouTube: “Mainz21” ou “GaivotaX”.
Agora eu estou justamente – por causa de uma outra coisa – pronta para um clip sobre “o Cambuquira” obra do meu esposo. E, eu ofereço-lhes (o clip naturalmente) de presente.
A cidadezinha (vídeo) se chama "Plön“, localizada no Norte da Alemanha, pertinho do limite ao gelo, tem cerca de 11.000 habitantes e é verdadeiramente de importância somente local. Dinheiro a cidade não tem, falta-lhe a indústria, para isto ela também não tem lugar, pois é cercada por 7 lagos grandes e pequenos, quais não deixam-lhe espaco para a indústria . Felizmente – podemos dizer – pois lhe é assim possível de guardar seu “Encanto Medieval”, que puxa admiração dos turistas das gerações mais idosas. Porém não tem comparação em relação à todas as cidadezinhas com maior história mais ao sul da Alemanha. Enquanto as pessoas aqui no norte ainda corriam atrás dos javalis no mato, já florescia lá no sul a cultura e o comércio. Toda a região nossa em Plön e seu redor foi civilizada primeiramente bem antes do ano 1.000 d.C.
Agora: as fotos resultaram de um dia de primavera no último ano, quando os “oldies” (mais velhos) de Plön tinham o fim de semanas deles e estavam todos na rua.- Vejam só o relógio da pequena igreja (Johanniskirche) antiga, do século 17. Vocês percebem aí alguma coisa? E se sim, como podem explicar esta coisa misteriosa?
Se vocês querem, eu continuo. Pois gosto muito de viajar, interesso-me por culturas e mentalidades diferentes das pessoas e por outras paisagens. Pois vocês sabem: cada país tem seu próprio carater. Eu conheço um pouco do Brasil, e assim eu aproximo-lhes um pouco da Europa, especialmente da Alemanha. OK? – Naturalmente seria uma maravilha, se vocês também tomassem a câmera para tirar algumas fotos dos lugares onde vocês justamente estão para colocar no YouTube. É coisa simples – existe software, que não custa nada e que praticamente faz todo o trabalho para vocês. – Talvez já tem um ou outro de vocês com uma ideia dessas? Isso seria ótimo!
Renate Drews
Veja o vídeo de Wolfang und Renate Drews abaixo
Comentário do blog:
Vejam que na Alemanha,país do primeiro mundo, dão valor ao patrimônio histórico, coisa que deveria ser copiado em nossa cidade e que infelizmente não acontece. Aproveito o ensejo para chamar a atenção para o atual estado da Casa de Lahmeyer e do Hotel Elite, últimas relíquias da arquitetura antiga ainda de pé,identidade cultural de nossa história e de nosso povo. Boa vontade não depende de que o "dinheiro caia do céu!".
O impostômetro e o caos social Artigo de Alfredo Marcolin Peringer, em 21/12/2009.
Na tarde de segunda-feira, 14 de dezembro de 2009, o impostômetro, medida de todos os tributos pagos pela sociedade brasileira, instalado na cidade de São Paulo, alcançou o montante de um trilhão de reais, projetando um custo social tributário ao redor de R$ 1,133 trilhão em 2009, ante R$ 1,048 trilhão em 2008, alta de 8,11%, mesmo em ano de crise econômico-financeira. Na quarta-feira anterior, o Grupo RBS havia divulgado uma pesquisa sobre a carga tributária em almoço "Tá na Mesa" da Federasul, feita com 300 empresários, mostrando a forte preocupação do meio empresarial com os altos tributos. Não é para menos, esse tipo de custo encontra-se entre os principais entraves ao crescimento das empresas e da atividade econômica como um todo. Aliás, inúmeros estudos sobre o assunto mostram que nos países em que os governantes impõem pesados tributos ao seu povo, os resultados econômicos e sociais também costumam ser pífios.
Mas o meio burocrático nem sempre foi ganancioso assim. A história mostra que os tributos no mundo andavam ao redor de 5% a 6% do PIB no início do século passado. Cresceram com o advento da I Guerra Mundial, em que a carga tributária pulou para algo ao redor de 12% do PIB, em média (7% do PIB no Brasil em 1920, segundo o IPEA), mesmo diante da advertência de Pierre Paul Leroy-Beaulieu, professor de política econômica do Collège de France e premiado várias vezes pela Academy of Moral and Political Sciences francesa, que classificava as cargas tributárias como moderadas (5% a 6% do PIB); pesadas (10% a 12%) e exorbitante (acima de 12% do PIB). Mais recentemente, Vito Tanzi, tributarista de renome internacional, em estudos feitos junto a diversos países da América Latina, chegou a uma conclusão parecida, ainda que em níveis mais elevados. Notou que quando a carga tributária ultrapassa os 20% do PIB, os países começam a sofrer queda da produção, da renda, dos salários e dos empregos e “na medida em que ela aumenta, aumentam também os custos sociais”, conclui Tanzi (OS GASTOS PÚBLICOS).
Tanzi foi feliz ao vincular os problemas econômicos aos sociais, resultantes da alta participação do estado e da exorbitante carga tributária. Não há como ignorar que acabem desandando em custos sociais de monta, em que o desemprego é o menor deles. A população fica num estado ebulitivo, pronta a explodir em situações aparentemente normais ou insignificantes, seja no lar, no trânsito, no futebol ou junto a amigos. Foi Frédéric Bastiat quem nos ensinou que as ações econômicas sempre deixam dois efeitos: a) o que se vê e; b) o que não se vê. A evolução da carga tributária brasileira de 20,3% do PIB em 1987 (números do IBPT), percentual próximo ao limite admitido por Tanzi, para 25,38% em 1992; 27,47% em 1997; 35,84% em 2002 e 36,2% em 2008, num salto astronômico de 15,9 pontos percentuais, é o efeito que se vê. O caos econômico e social dela resultante é o efeito que não vê, a não ser quando explode.
O extravagante valor numérico apresentado pelo impostômetro não deve ser avaliado como mais um dado contábil, mas como um sinal aos governantes da extrema desordem tributária em nosso País, que precisa ser equacionada e reduzida aos níveis de 1987, antes que leve o País ao caos econômico e social e que o oportunismo venha a transformar o nosso já fraco regime democrático num estado definitivamente totalitário.
Sobre o autor: Mestre em economia pela universidade de Michigan EUA e atualmente economista da FEDERASUL. Fonte:IF
Dr.José Alberto Barbosa, que na literatura crioula assina como Juca Serrano, nasceu em Cambuquira em 19 de fevereiro de 1939, E,aos 14 anos, devido a mudança de seus pais,ele deixou nossa cidade para residir em Curitiba onde concluiu seus estudos, vindo a se formar em Direito.Com essa formação,abriu-se os caminhos para o Ministério Público depois de ter exercido a advocacia nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, cargo onde veio a se aposentar como Promotor de Justiça. A sua partida na adolescência, apesar do tempo, não foi capaz de apagar aslembranças da cidade natal, das prosas do tio Juca da Celina que soube bem aliá-los às raízes dos pampas e das serras do Sul do Brasil. Este pequeno lembrete foi aqui postado como uma homenagem a filho, prata da casa, que muito bem representa o nome naquelas distantes terras da sua terra distante no mapa mas tão perto do coração. O nosso famoso conterrâneo é autor de várias obras,não se restringindo só à área do Direito mas também à poesia e aos contos.Entre as suas obras algumas foram dedicadas às lembranças da sua terra natal. No vasto elenco, encontramos uma que nos remete aos tempos do velho casarão de Charles Berthaud, chamado de "Casa Malassombrada" (foto acima),além de outras onde mesclou competentemente nossa Minas Gerais as tradições do Sul.
Abaixo, algumas fotos suas em eventos quando foi honrosamente homenageado
Dr.José Alberto Barbosa, que na literatura crioula assina como Juca Serrano, nasceu em Cambuquira em 19 de fevereiro de1939 e aos 14 anos, devido a mudança de seus pais, deixou nossa cidade para residir em Curitiba onde concluiu seus estudos, vindo a se formar em Direito, curso que lhe abriu os caminhos para o Ministério Público depois de ter exercido a advocacia nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina onde veio a se aposentar como Promotor de Justiça.
A sua partida na adolescência, apesar do tempo, não foi capaz de apagar as suas lembranças da cidade natal, das prosas do tio Juca da Celina que soube bem aliá-los às raízes dos pampas e das serras do Sul do Brasil.
Este pequeno lembrete foi aqui postado como uma homenagem a filho, prata da casa de muito bem representa o nome da Estância Hidromineral naquelas distantes terras no mapa mas tão perto do seu coração.
O nosso famoso conterrâneo é autor de várias obras,não se restringindo à área do Direito mas também à poesia e aos contos.Entre as suas obras algumas foram dedicadas às lembranças da sua terra natal. No vasto elenco, encontramos uma que nos remete aos tempos do velho casarão de Charles Berthaud, chamado de "Casa Malassombrada,além de outras onde mesclou competentemente nossas Minas Gerais com o Sul.
José Alberto Barbosa, ao receber o título de Cidadão Honorário de Corupá, SC,discursa agradecendo a homenagem [Julho de 1998]. É homenagem concedida por seus estudos toponímicos e etimológicos a respeito do nome Corupá. Outras homenagens lhe foram prestadas pelos municípios de Jaraguá do Sul [SC] e de Guaramirim [SC], por estudos a respeito dos seus respectivos nomes.
Nesta segunda foto:Da esqu. para a dir.: José Alberto Barbosa [Juca Serrano] e Padre Paulo Aripe, que é o famoso “Padre Potrilho”, grande poeta crioulo sul-rio-grandense e também bem conhecido por ser o idealizador das missas crioulas. À direita o poeta crioulo Mário Castelhano (Prof. Dr. José Isaac Pilati). Foto durante a Missa Crioula, por ocasião do Encerramento do 51º Rodeio de Poetas Crioulos do Rio Grande do Sul [Junho de 2007], promovido pela Estância da Poesia Crioula, de Porto Alegre, uma prestigiosa Academia das letras gaúchas. Essa bandeira que seguram é histórica, sendo exemplar [um dos quatro] do estandarte da República Rio-grandense. O poeta cambuquirense José Alberto Barbosa fora agraciado naquele junho de 2007, quando do 51º Rodeio de Poetas Crioulos do Rio Grande do Sul, com Diploma Especial com Louvor, hors-concours, pelo poema épico “No Sopro da Tradição”, que escreveu sob pseudônimo de Joselito de Santana e o qual biografa 359 autores em temas gauchescos. O prêmio foi concedido pela Estância da Poesia Crioula, em solenidade especial, conjunta com a Academia Sul-rio-grandense de Letras.
Terceira foto:
Premiação na Câmara Municipal de Porto Alegre, em 27.06.2009.
José Alberto Barbosa foi classificado em 2º lugar, no 53º Rodeio de Poetas Crioulos do Rio Grande do Sul, no Concurso “Oliveira Silveira”, por seu “Poema em Negro”; promovido pela Estância da Poesia Crioula; e recebe o “Troféu Lanceiro Negro”, entregue a ele
pela poetisa Beatriz de Castro (À esqu.), Ex-Presidente e madrinha no seu ingresso na Entidade. A seguir, com xale colorado, a filha do poeta Oliveira Ferreira Silveira, o idealizador do Dia Nacional da Consciência Negra e falecido em 1º de janeiro de 2009. À direita, o
Depois de dois dias por Brasília, em reuniões em ministérios, termino com um dia no Senado e na Câmara dos Deputados. Cansado, vou para o aeroporto as 16:00 hs com a esperança de que haveria um voo mais cedo... Mas, não. Sento-me e fico lendo as notas das reuniões até que as 19:00 hs somos chamados para meu voo.
O funcionário da empresa aérea chama e todos se apressam a correr para o portão de embarque. Ouvi um garoto gordo dizer: “Vamos seu Zé, vamos Dna. Maria!”. E foi aquele corre-corre. Seu Zé (típico nordestino da roça, chapéu de feltro surrado na cabeça), Dna Maria (ambos com aparência de estarem acima de 60 anos), Neguinha (assim ela foi chamada), Zuzú, o garoto gordo, seis (eu contei) outras senhoras idosas e quatro crianças de colo se ajuntam no portão de embarque. O funcionário pega alguns passes de embarque e aponta o ônibus. Depois ele vê essa senhora parada mais lá para trás, encolhida. É a dona Maria que se desgarrou do resto...
- Cartão de Embarque, por favor... - Ahn? Que é isso? - Aquele papel que lhe deram para a senhora entrar no avião. - Sei lá. “Tinha” um papelzinho todo escrito, mas eu achei que não era nada (importante), amassei e joguei fora! - Ah...Tá bão vá...A senhora tá com eles, né? (Apontando para o resto do grupo já no ônibus). - É...Eu tô com o Zé...(e aponta). - Mas o cartão...Ah...Tá bão, pode ir, vai!...
Ao chegar na aeronave, o funcionário vendo que “aquilo ali ia dar confusão”, pois todo mundo sentou onde queria, sem olhar se o assento era seu mesmo, grita: “Podem pegar o assento que quiserem. O assento é livre!” Já pensou conferir o número de assento cada um num vôo já atrasado?...
Eu protesto, pois estava morto de cansado e havia escolhido uma janela...Queria meu assento. E me deram, mas não dormi, pois tinha que pegar minha laptop e escrever o que via e ouvia. Na frente da Zulmira (sei o nome porque ela ligou para São Paulo para avisar os parentes que ela estava voltando a viver em Santo Amaro, na Zona Sul... Pela terceira vez depois de ter voltado para o Ceará)...Ela diz que tinha que desligar rápido porque “o avião pode até cair se a gente usa o celular dentro dele!” O solicito conterrâneo ao lado dela, de cabelos grisalhos e na casa dos 40 anos, ouve a conversa da moça e já emenda um papo, caprichando no português, perguntando se ela conhece uma determinada vila na zona sul...Ele conta que tem uma boa casa lá, tem um bom emprego, vive sozinho... Humm..., Isso tá cheirando a paquera. A moça vai em frente e começa a contar que é solteira e por aí vai, trocando números de telefone...
Ela até diz que gostou muito de Brasília, que passou em frente do Palácio do Lula, e emenda: “Até me imaginei mulher do Lula vivendo lá...” Opa! O “filho do Brasil” conquistando mais corações nordestinos...
O avião vai levantar voo e aeromoça faz aquela demonstração de segurança que quase ninguém presta atenção. Depois passa a conferir se todo mundo está com o cinto afivelado...Dna. Maria, na fileira ao lado não sabe o que fazer com aquele cinto...
- Senhora, por favor, a senhora tem que colocar o cinto nessa criança e na senhora também! - Tá bom, eu coloco ele no meu colo e amarro bem com isso aqui...(E começa a puxar o cinto para amarrar)... - Senhora, (já impaciente, pois o avião começa a se mover)...Não é assim. A senhora pode colocar ele no colo, mas não pode amarrar. É só enfiar essa coisa aí (apontando para a lingueta do cinto), na outra...Seu Zé, cabra macho mais experiente, já havia sacado o lance e fez como o passageiro do lado tinha feito, afivelando o cinto. Pela cara da aeromoça havia mais gente sem cinto da forma apropriada ali, mas...O avião precisava partir...Iria demorar explicar tudo novamente.
O piloto apaga as luzes para a decolagem. Zulmira comenta: “Ué... Porque apagou tudo?” O avião demora uma eternidade taxiando de uma pista para outra e a Zulmira comenta: “Se é para ir pelo chão, teria ido de ônibus! Voar dá um medo danado...” Dona Maria está quieta, segurando bem forte o neto contra o peito. O avião levanta voo e olho para ela. Está de olhos fechados...Deve estar na quarta ou quinta Ave-Maria...
Aí uma dúvida me assalta. Seriam aquelas senhoras idosas mães de “filhos do nordeste” que haviam migrado para São Paulo e agora estavam viajando pela primeira vez de avião para vê-los nas festas de fim-de-ano? Seria o seu Zé uma espécie de “coiote” nordestino, a semelhança daqueles facilitadores de imigrantes que invadem a terra rica e prometida dos EUA, passando por rios, cercas e desertos? Seriam elas avós que vão ver netos que, nascidos no sul-maravilha, agora fazem parte desta enorme babel em que se transformou São Paulo alagada pelas últimas chuvas?...
O tempo na chegada a São Paulo está...Bem, aquele tempo típico de São Paulo: nublado, chovendo, contrastando com o sol nordestino. A comissária diz que o piloto tem que apagar as luzes para o pouso. As luzes se apagam, e o avião é iluminado de vez em quando por relâmpagos naquela escuridão lá fora. Ah...Mas esse povo já aprendeu alguma coisa. Eles viram o Zuzú (o garoto gordo) se levantar e acender sua luz individual de leitura. É parecido no ônibus, né? Um por um, eles levantam a mão e fazem o mesmo. Até a Dna. Maria fica tentando todos os botões e acaba apertando o botão de chamar a aeromoça, que vem até ali, olha feio e desliga. Se vamos morrer que não seja no escuro!
O voo toca a pista e tem gente que já se levanta, até com criança no colo...A aeromoça se apressa a falar alto para que ninguém se levante, e espere “o avião parar completamente e apagar aquela luzinha do cinto de segurança...” Quando a luz do cinto se apaga, todos se precipitam porta afora, em direção ao ônibus que nos levará ao terminal no meio da chuva. Ouço ameaças de uma mãe para uma criança que chora, talvez por causa do desconforto nos ouvidos, causado pela descompressão: “Cala a boca, Heloisa, senão te enfio a mão aqui mesmo! Você fica me fazendo passar vergonha! E não vou dar a chupeta, não! A vóinha já falou que entorta os dentes!”
As malas demoram uma eternidade no serviço de terceira categoria, prestada por mais uma empresa estatal parada no tempo. Na saída, todos estão quietos, parecem apreensivos com aquele barulhão de tanta gente junta num só lugar, com malas e sacolas. Um jovem nordestino grita para o grupo que “a perua para levar vocês está lá fora”. Se Zé o abraça e lidera o grupo (seria ele um coiote?), e todos com um montão de pacotes, sacolas, embrulhos e malas se dirigirem ao estacionamento.
Ao ver tudo isso, lembro-me das sessões do Senado e da Câmara as quais assisti neste e em outras vezes que estive naquela ilha da fantasia, chamada Brasília. Vi durante um bom tempo parlamentares ficarem elogiando um ao outro, tecendo loas ao “desempenho fantástico de sua Excelência” neste ano de 2009, e desejando felicidades no ano novo. Muitos deles, conhecidos “inimigos” políticos que passam o ano todo fazendo discursos inflamados uns contra os outros frente às câmeras, criando CPI’s contra “aqueles corruptos”, mas morrendo de medo que alguém investigue o passado deles próprios. A maioria tem um forte sotaque nordestino, como o grupo do seu Zé, ali no avião. Porém, são “brasileiros de classe diferente”. Essas “excelências” vão para o nordeste de avião em classe executiva ou “de business”, vão “descansar da luta política” deste ano em residências luxuosas ou em Paris, como me disse um deles.
Mas que contraste... Enquanto aqueles “excelências”, ricos sangrando-se em saúde se elogiam e esquecem as mazelas, seu Zé e seu grupo (e a Zulmira, agora profusamente maquiada durante o voo – e quem sabe o futuro namorado), partem para o que parece ser sua primeira viagem de avião para São Paulo, com seus bairros pobres alagados. Passearam por Brasília, segundo uma das mulheres, vindo do nordeste até o Planalto de ônibus. Tinham que ver onde mora o “conterrâneo-ilustre-presidente”, que agora usa Armani, sapatos italianos, tenta “falar difícil” e viaja pelo mundo. É de uma nova casta. Esses retirantes modernos que antes só andavam de Itapemirim, agora são novos usuários de aeroportos, neste Brasil tão desigual e que demora a se encontrar. Quando isso vai mudar?
Espero que as avós cansadas encontrem a felicidade nestas festas de final de ano, e que os netos e filhos nesta Terra Paulista sejam cidadãos de bem, ajudando a construir uma cidade melhor, mais humana e que é “a maior cidade nordestina do Brasil”. Que todos possam desfrutar do bom da terra, seja de que origem for. 2010 tem mais!
Izabela Vasconcelos, de São Paulo Membros do Fórum de Mídia Livre decidiram criar a Rede de Solidariedade e Proteção à Blogosfera, durante o Fórum de Mídia Livre, em Vitória (ES). A ideia surgiu depois que os participantes do encontro souberam da notificação judicial que o blogueiro Antônio Arles recebeu da Folha de S. Paulo e UOL por fazer campanha contra o jornal, depois da publicação do polêmico artigo de César Benjamin.Continue lendo (clique!)
Não há sinal mais expressivo da civilização de um povo que a sua solidariedade na tradição e no desenvolvimento, nas aspirações e nas ideias, nas simpatias e nos dissabores, na resistência aos males do governo, ou na luta contra as calamidades da natureza."
PENSANDO EM VOLTAR ÀS ATIVIDADES
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*CONSURSEIROS, ME DEEM UM BOM MOTIVO PARA RETORNAR .*
*CARTORÁRIOS ILEGAIS, ME DEEM UM BOM MOTIVO PARA NÃO RETORNAR.*
ESCALA PARA PAGAMENTO DO IPVA
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https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/12/04/internas_economia,1010355/ipva-2019-tera-reducao-media-de-3-17-confira-escala-...
MOHAMED ALI, ou simplesmente "Mamede".
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Mamed, um sírio que adotou Cambuquira como sua terra.
Mohamed Ali, ou Mamede como ficou conhecido, veio para nossa cidade por
volta dos fins dos anos 40, ...
Filme Cambuquirense e mais Clássicos no Cineclube
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Após a MOSCA e o Festival Internacional de Curtas de BH, continuamos a
programação do cineclube com 2 sessões de longas-metragens. Esta semana
temos o film...
Quem livrou o fantasma da garrafa, tem de conhecer tambem o "tric" de colocá-lo de volta.
Enviado por Renate Drews (Alemanha)
Hora certa!
VIDA PREGRESSA DO CANDIDATO
Leia e forme sua opinião, se não a tem.
Agua Mineral nº 1 do Brasil
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As Arrependidas
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História do automóvel em Campanha
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João Maurício e sua Jardineira.
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CONHEÇA CAMBUQUIRA E SUAS ÁGUAS MINERAIS.
Dententora das melhores águas gasosas naturais do Brasil.
A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E O DIREITO DE SE INDIGNAR.
O Direito de se indignar e a liberdade de expressão.
Direito de se indignar, esse direito natural do ser humano, não está codificado em nenhum compêndio do nosso mundo legal. Mas, é a base e o motivo pelo qual nasceram os outros direitos. Por causa dele estão codificados os mais variados tipos de normas, tais como penal, civil, trabalhista, administrativo, constitucional e tantos outros que o ser humano criou para regulamentar cada uma das ações do homem moderno na comunidade em que vive.Foi se indignando com a divisão desproporcional de bens deixados pelos pais que os filhos, e outros pais, criaram a herança e a partilha. Também foi indignado com a justiça feita pelas próprias mãos que criaram as leis penais quando o Estado assume o seu papel de executor da Justiça. Foi pela indignação que as pessoas se uniram formando povos, nações e Estado, cientes do poder da união de todos.No Brasil, por outro lado, o artigo 5° da Constituição Federal garante a liberdade de expressão, e com base nesse princípio constitucional as pessoas são livres para expressarem seus pontos de vista sobre tudo aquilo que lhe afeta a vida na comunidade.A liberdade de expressão é benéfica a qualquer sociedade porque permite a participação de todos através do direito de apontar erros, reclamar, sugerir ou criticar. Em 1946, a Assembléia Geral de Nações Unidas já definia a liberdade de expressão como "a base de todas as liberdades às quais as Nações Unidas está consagrada".Efetivamente, como ocorre com a maior parte dos Direitos Humanos, a defesa da liberdade de expressão encontra seu contexto global na Declaração Universal dos Direitos Humanos.Em concreto no artigo 19, onde se regula o direito à liberdade de expressão:"Todo mundo tem o direito da liberdade de expressão e opinião; este direito inclui a liberdade de sustentar opiniões sem interferência e de procurar, receber e dar informação e idéias através de qualquer meio e sem importar as fronteiras."Aprenda mais sobre seus direitos acessando:lemejurídicoPode mandar as suas dúvidas que tentaremos responder
AS ÁGUAS DE CAMBUQUIRA.
As Águas Medicinais de Cambuquira
As Águas Minerais de Cambuquira são o principal atrativo turístico da cidade, com mais de seis fontes de diversos tipos. Estas águas têm um excelente resultado no tratamento de doenças da pele e distúrbios do aparelho digestivo e intestinal, além de estimular a função de vários órgãos e servir como material terapêutico estético.
Em uma pesquisa feita pela revista VIP Exame, a água mineral Gasosa de Cambuquira foi classificada em segundo lugar dentre todas as marcas de água mineral encontradas no mundo, ficando atrás apenas da Ty Nant, original do País de Gales. No Brasil, nossa água ganhou o primeiro lugar na classificação entre as águas minerais disponíveis no mercaado.
O Parque das Águas
No Parque das Águas estão cinco das fontes da cidade que possuem propriedades curativas:
* Fonte Gasosa Regina Werneck:Indicada nos casos de nefrite aguda ou crônica, diurese, gastrites hepatismo e inflamação dos canais biliares, angio-colite, colocistite desordem intestinal, dermatoses por intoxicação, eczemas, estimulante da secreção e motricidade gástrica. Foi eleita a melhor Água Mineral das Américas.
* Fonte Férrea Dr. Fernandes Pinheiro:
Tônica por excelência, anemia, caquexias, linfatismo, astemia, convalescença de moléstias agudas. Não indicadas às pessoas muito sensíveis a estado congestivos.
* Fonte Magnesiana( Comendador Augusto Ferreira)
Estimulante da função renal, reumatismo, obesidade, uricemia, litíase, colite, pialite e pielonefrite.
* Fonte Sulfurosa Dr. Sonsa Lima:
Cura de diurese quando usada em jejum, colite, gastrite, acidez, estimulante do peristaltismo dos intestinos.
* Fonte Roxo Rodrigues(ou Barracão):Levemente gasosa, esta água, além das propriedades semelhantes à gasosa e magnesiana, antes conhecida como Bica de Prata, é a única água da região que contem lítio, um elemento químico natural que auxilia no tratamento do "stress"e outros males de órdem psíquica.
* Fonte do Marimbeiro:
Distúrbios do aparelho digestivo, colites rebeldes, litíase, disfunções hepáticas. A fonte encontra-se a dois quilômetros do centro da cidade e oferece seis bicas de água.
observação:
Água Mineral é um fator de cura de alto valor. Podem ser consumidas periodicamente e devem ser tomadas,preferencialmente, diretamente da fonte, pois as águas perdem parte das propriedades curativas depois de algumas horas após serem retiradas. O seu consumo, principalmente por aqueles que não tem o costume de ingerí-las como os nativos, deve ser feito com moderação.
Volta ao mercado:
A empresa estatal mineira COPASA é a mais nova proprietária das marcas Cambuquira, Caxambu, Lambari e Araxá e promete colocá-las logo no mercado nacional.
Fonte: Livro Cambuquira - ed. 1958 - de Dr. Thomé e Manoel dos Santos Brandão.